Desabafo em repúdio à ISENÇÃO DA PRÓPRIA CULPA

hipocrisia

 

Sei que (apesar do blog ser meu) não é o propósito deste blog opiniões políticas, religiosas, sociais, etc, mas tudo isso também é base para literatura, então vou desabafar aqui.

Vi uma cena essa semana que foi o ápice da minha revolta com a hipocrisia da sociedade em geral. Aliás logo cedo em uma manhã se iniciaram debates no meu trabalho sobre falso moralismo, mas falo disso mais à frente. Enfim. Durante a aula vi pessoas focadas no Face, Whats, Farm Heroes, Candy Crush, qualquer coisa, menos na aula. O professor olhava aquela cena tentando dar aula, mas sabendo que só duas ou três cabeças estavam viradas para a aula. Cena totalmente normal hoje em dia. A minha revolta está nessa última frase. Hoje é normal o jeitinho brasileiro, a cola, o te pago pra fazer meu trabalho, o não devolver o troco errado, o troco errado proposital, e outras vááárias coisas que me revoltam numa sociedade hipócrita e sem chance (ou vontade) de melhorar. Os mesmos que colam, não assumem suas responsabilidades escolares e na grande maioria, também as profissionais, querem subir nas costas dos outros, tirar vantagem a todo custo, surrupiar a maior quantidade de idéias alheias para conseguir uma boa aprovação (seja essa no trabalho ou na vida acadêmica. Quando não atigem seus objetivos culpam aqueles a quem sugaram como os culpados ou os que se negaram a dar apoio ao erro. Isenção da própria culpa. Quando o salário não cresce, mas não corre atrás de suas gratificações (quando possíveis), não cumpre sequer sua carga horária, e quando há mobilização para melhoras ou greve, não aparece, ou vai apenas para assinar sua presença e curtir a “folga gratuita”. Isenção da própria culpa. Quando reclama de programas sociais, mas se pudesse, como alguns podem, dariam um jeito pra conseguirem a verba extra do governo ou já recebiam antes, porém não precisam mais e continuam usufruindo do “bolsa esmola” (nesse último caso eu chamo assim mesmo). Tem condição de pagar uma boa faculdade, mas corre atrás do ProUni pra sobrar um a mais, e quem realmente precisa dele tem que acabar suando arduamente por um FIES porque as vagas do anterior já foram ocupadas. Isso quando não há um suborno dentro das faculdades para o benefício sair mais fácil. Se não conseguem “a culpa é da Dilma, aquela vaca comunista” (sério. Eu já ouvi essa frase). Novamente isenção da própria culpa. Eu poderia discorrer por dias aqui sobre todo o tipo de assunto como mães negligentes que perguntam o que fizeram pra merecer, filhos ruins que colocam suas culpas sobre os pais, pessoas que conseguem um trabalho, seja público ou privado, porque conhece as brechas, mas sabem que não tem a mínima capacidade para aquilo, funcionários públicos que fazem mal seu serviço porque querem, e não por falta de condição (sim. Nem todos os casos são por folga. Às vezes não tem como mesmo), usuários do sistema público que sempre conseguem um bom atendimento via fraude (e são os que mais reclamam), comissionados da máquina pública que entraram por conhecer alguém que conhece alguém e não por suas qualificações. Enfim já falei demais, já cansei vocês demais, e já me cansei demais. Não estou me fazendo de santa, cometo meus erros que são muitos. Mas certas coisas extrapolam o meu senso.

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